Quando mudamos de nossa terra natal…
Posted by Meire on 19 Jul 2008 | Tagged as: Geral
20 de Julho de 2008, 53 dias longe e -19 para o reencontro. Confesso que esta’ muito dificil.
Uma vez a Magui escreveu uma cronica dedicada a mim, que e’ a mais pura realidade do que acontece com quem troca de bairo, cidade, estado ou pais.
Para relembrar:
Quando mudamos de nossa terra natal vamos
cheios de esperanças e com um espírito aventureiro próprio de quem acredita na
vida e em si mesmo.Para mim, mudar de estado ou de país dá no mesmo.O Brasil tem em cada estado da
federação, costumes próprios e diferentes dos outros. Falamos a mesma língua
protuguêsa mas as palavras, muitas vezes, não têm o mesmo sentido. É dura a
adaptação.No começo, alguns amigos telefonam e os parentes mais chegados, também.
Esperamos ansiosos pelas visitas e temos até roupas de cama e quarto para
hóspedes.Quando chegam, vamos buscar no aeroporto ou na rodoviária sejam a que horas
cheguem. Levamos para passear nos locais mais bonitos. Parece que estamos de
férias na cidade que já conhecemos melhor.Com o tempo, os telefonemas escasseiam e as visitas não aparecem nem nos
melhores dias de sol das férias. Nossos telefonemas que, antes, eram bem
recebidos com alegria e cheios de assunto, já não rendem. Os interesses se
distanciam.Passam-se os anos e quando visitamos a casa que foi nossa, os parentes já nos
olham com curiosidade. Talvez notem mudanças em nós e que não notamos. Os
espaços, com o tempo e cada um envelhecendo com novas famílias e postura na
vida ficam, claramente, definidos. Estamos ausentes há muito tempo e vamos
ficando de fora.Uma coisa é real, com o tempo passando, anos, décadas nós nos tornamos
estranhos na própria família e aqueles amigos deixados para trás somem de tal
forma que nem os reconhecemos se encontrados, por acaso, aqui ou acolá.Assim, quando uma pessoa se muda para longe dos seus para formar uma nova vida,
faz melhor em estar preparado para o dia quando terá a dor de ser tratado como
uma pessoa que morreu e, com o tempo, esquecido, é o mesmo que ninguém nem
colocar mais nenhuma flor na sua sepultura.
Preciso escrever mais? Sei que muitos nao concordam, e fico feliz por estes, mas esta e’ a realidade, voce vai e a vida das pessoas continua. Nao queira voce pensar que pode recomeçar tudo de onde deixou ao partir porque nada ficou como antes.
Nao estou reclamando e sim constatando um fato.
E mudando o rumo da prosa, estou bem, os fatos que vim fazer estao tomando um rumo e espero que quando retornar a Italia esteja tudo definido.
Estive na casa da Anninha Pontes e participei do noivado do filho dela, e, ali naquele almoco de noivado encontrei uma resposta para uma pergunta. Valeu Aninha.
Estive na casa da Vivis, conhecei seus pais, que sao maravilhosos, alias, eles teem a minha idade (rs).
Segunda feira parto para as Gerais, vou rever “os verdes campos onde nasci”, nao e’ maravilhoso? Comer muito pa de queijo, doces em calda, biscoito de polvilho, leite com muita nata, queijo com rapadura….hummmmm.
Amore mio, parte da Italia dia 6 e desembarca em Cumbica no dia 7 de agosto, estaremos alguns dias em Ribeirao Preto e depois partiremos novamente para as Gerais, vamos passear pelas cidades historicas, que eu nao conheco e estou curioserrima. Com certeza esta fase “Gerais” vai render uma serie de fotos muito lindas.
Bom amigos, eu nao estou visitando nenhum de voces, estou por fora de tudo, mas em breve retorno (final de agosto) e voltarei a vida de blogueira ativamente.
Beijos
Meire
Como disse no post anterior, estou na casa da 







